O que será que será?
A mãe acordou em prantos. Era uma terça-feira de janeiro. Chovia há dias. Seu filho mais novo se preparava para viajar. Era fato: em breve voaria para viver sua vida. Foi quando se deu conta de que ela era apenas canal, de vida. As lembranças foram surgindo em sua mente e se conscientizava da tremenda responsabilidade que era ser mãe, colocar um ser no mundo, ela que sonhou a vida inteira em ser mãe, e era, de um casal. Naquela manhã, era impossível tentar imaginar um dia sem ele também. Sua filha mais velha já tinha voado; o sentimento não era novo. Assim que seu filho saiu por àquela porta, seu companheiro passou a ser o notebook. Começou a escrever o que vinha à cabeça. Mas a vontade mesmo era de continuar a ter seus filhos por perto, grudadinhos, para sempre. Ela dizia à ela mesma: meu filho foi só ali, viajar. Mas ela sabia que em breve a casa ficaria mais fazia; ele voltaria para pegar suas coisas e dizer até breve. Ela não sabia como encararia o futuro, como planejaria seus próx...