Depois de terem colocado roupinhas assim que nasceu, vestiram em seus pés o primeiro sapatinho. Ele aqueceu como um abraço. Era vermelho, de tricô, mas até hoje não se sabe quem o teceu. Todos os dias era trocado, cada par de uma cor, diferente das camisinhas pagão, que em sua maioria era em tons pastéis. E como em um toque de mágica, a mamãe escolhia tudinho para combinar. Na proporção em que os dias iam passando, em alguns momentos ela queria arrancá-los, e quando ficava com os pés para cima olhava cuidadosamente, em detalhes, embora ninguém percebesse. Os sapatos tinham laços e fitas, eram engomados ou bem macios, que, juntos com as meias, aqueciam ainda mais os seus pezinhos. Nasceu em julho e até hoje não gosta muito do frio. Seus pés sempre foram os primeiros a dar sinal de desconforto. A menina foi crescendo e usando o modelo estilo ‘boneca’, que gosta até hoje, aos seus 58 anos de idade. Sem muitos detalhes, simples, mas cheios de estilo, por causa dos materiais em que são conf...
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